Música

Dia 17 – Sexta-feira

20h30. SAMBA!

Samba de Dandara, Grupo de samba e samba-rock formado por seis mulheres que se reuniram a partir de um interesse comum: a música. Ao trazer o nome Dandara – ícone feminino da resistência negra contra a escravidão –  transpõe-se o significado da luta negra para a luta feminina, o que acaba por caracterizar o grupo como uma referência dentro do samba.

Dia 18 – Sábado

18h MUSICA AFRO-BRASILEIRA!

Ilú Obá De Min

O Bloco Afro Ilú Oba De Min é uma intervenção cultural baseada na preservação de patrimônio imaterial, trazendo para a região urbana a beleza de antigas tradições. O trabalho coordenado pela arte-educadora e musicista Beth Beli , que desenvolve pesquisa sobre matrizes africanas e afro-brasileiras a mais de 20 anos objetiva a inserção de mulheres, crianças e adolescentes através da arte nos aspectos que compreende a cultura negra e no estudo das influências africanas na cultura brasileira.

A finalidade destes estudos, assim como das oficinas de percussão realizadas, é apropriar-se da nossa história e recontá-la a partir da memória musical, corporal e artística existente no Candomblé, no Jongo, no Maracatu, na Ciranda, entre outras expressões genuínas da cultura popular, explorar a diversidade cultural e rítmica da música brasileira advindas do legado deixado por ancestrais africanos.

A repercussão do projeto desenvolvido a 8 anos na metrópole atraiu no carnaval de 2012 público em torno de 13.000 pessoas, algumas vindas de outros municípios e estados especialmente para esta manifestação.

O projeto Bloco Afro Ilú Obá De Min com sua proposta inovadora e única na metrópole de São Paulo tornou-se referência étnico-cultural e educativa, tendo sido premiado pelo Prêmio Culturas Populares Mestre Humberto Maracanã 2008 – SID/MINC ao lado de grandes iniciativas culturais brasileiras, foi convidado no período do carnaval para apresentações no Carnaval de Blocos de Rua do Rio de Janeiro e Rio Bonito, Abertura do Carnaval de Santos, Carnaval de Itapecerica da Serra e apresentações nos Sesc Bertioga, Sesc Pinheiros, SESC Santo André, Sesc Ipiranga, Sesc Santo Amaro, Sesc Pompéia, Sesc Campinas. Em 2012  completou a marca de  200 apresentações por todo o Brasil.

iluobademin.com.br

Dia 19 –  Domingo

15h PUNK!

O movimento punk feminista, desde sua formação, trouxe grande contribuição para a luta feminina! Por isso, é com satisfação que dedicamos um dia para a música punk, com bandas formadas somente por mulheres.

Banda Punk Sub-traídas

O Sub-Traídas iniciou sua história no final de 2004. Com formação 100% feminina, letras de temáticas de protestos sociais e questões feministas, o estilo de som um punk-rock/ hardcore direto, de pegada rápida e vocal limpo.


As vésperas do lançamento no novo CD para consolidação desses 8 anos de estrada, também tiveram participação em diversas coletâneas do Brasil, a última foi Reação Feminina com participação de bandas de outros estados.

Formação:
Bety Fernandes, vocal
Cristiane Ferreira, guitarra
Elaine Rodrigues, baixo
Fernanda Basílio, bateria

Nos links abaixo tem um pouco da história, música e vídeos.

http://www.myspace.com/subtraidas
http://subtraidas.blogspot.com.br/
https://www.facebook.com/pages/Banda-Sub-Traidas

Banda Punk Menstruação Anarquika

Banda formada em 1992 na região do ABC Paulista (SP) composta somente por mulheres. Com o objetivo de passar a diante seus ideais, sua luta e resistência contra o sistema opressor e machista, relata em suas letras uma visão libertária, que se opõe a governo, militarismo, poder, ganância e fanatismo religioso.

Presente firme e forte na cena do underground há 20 anos, a banda deixa claro que não se considera a “elite” do punk e sim que faz parte de um movimento de mudança buscando manter sempre suas raízes que são anarquia, protesto e revolução. “Não nos preocupamos com status nem somos uma elite Punk, mesmo porque achamos que isso não existe. Somos duplamente mulheres porque existem preconceitos e padrões impostos a nós dentro e fora da sociedade. Nem por isso perdemos a paixão pelo nosso principal objetivo que é a revolução”. Diz Edwiges.

Os trabalhos lançados pela banda são: Participação no CD Coletânea “SP Punk Vol. 1” de 1996, CD Coletânea “Praga dos Arrabaldes” de 2004, e o mais recente é o Bazar dos Milagres contendo 15 músicas lançado em 2009, disponível somente na web para download, atualmente a banda está trabalhando com músicas novas para lançamento de um novo trabalho, uma delas chama-se Aquecimento Global, som pesado deu uma cara nova à banda que promete inovar.

Com o passar dos anos a banda sofreu várias alterações na formação e atualmente conta com:

Edwiges: Guitarra e vocal que está na banda desde a primeira formação.
Miriam: Guitarra
Jack: Vocalista
Nancy: Baixo
Larys: Bateria

Facebook: Menstruação Anarquika

Dia 25 – Sábado

20h00 HIP HOP!

A cena hip hop sempre foi um espaço de luta do povo. Porém, mesmo diante dessa cena ainda há uma opressão que não foi vencida: a de gênero. Então, nesta noite, a programação é voltada para mulheres guerreiras do hip hop!

Tiely Queen

Desde 1989 compondo letras, poesias e textos. Sempre com interesse nas artes como um todo. Atiely Santos é atriz, cineasta, cantora/rapper, e escritora virtual (publica textos, romances e poesias em blogs e sites parceiros). Sua infância não foi muito diferente da molecada da periferia de São Paulo. Muita luta, batalhando, quebrando barreiras e se apresentando desde os anos 90 para o povo do Hip Hop como “Tiely Queen” com o extinto Grupo de rap “Tribo Cerebral”, fazendo pequenos shows pela cidade de São Paulo, participando de concursos musicais e como todos grupos fizeram, pedindo pra tocar uma faixa ou outra nos bailes black espalhados pela cidade. No final dos anos 90, iniciou no Grupo “Fator Ético” como produtora e cantando em alguns shows, um dos grupos pertencentes da Aliança Negra Posse (a mais antiga Posse de HipHop de Periferia, na Cidade Tiradentes, Zona Leste de São Paulo).

foto: Elaine Campos

A partir daí, começou seu envolvimento mais forte com o Hip Hop de Movimento,a participar de encontros, a projetos mais voltados com questões sociais e culturais. Assumindo também o feminismo em seus projetos.

Sem parar, participou de coletivos artísticos, sociais e esportivos como o Grupo Teatral Maurício Alves (Teatro), Áz de Ouro (Futebol), Tupinambás (futebol, time base do Atlético Mineiro/MG), Joinha Filmes (grupo juvenil de cinema), Idealistas (Teatro), Ilú Obá de Min (cultura e arte negra). E atualmente é coordenadora do Projeto “HIP HOP MULHER”, desenvolve projetos em São Paulo e outros estados com mulheres representantes do Hip Hop e com uma rede virtual com mais de 1600 pessoas (www.hiphopmulher.ning.com) e que cresce todos os dias. Discutindo violência contra mulheres, direitos, gênero, diversidade, desenvolvendo e divulgando atividades sócio-culturais de vários coletivos pelo Brasil e outros países.

Denna Hill

No geral as músicas são escritas e interpretadas pela própria cantora, que tem como proposta promover a discussão e a reflexão sobre os temas abordados, uma vez que as canções buscam uma intervenção política, principalmente ligada à questão racial e a questão da mulher preta, seus sentimentos, suas sensações, alegrias, tristezas, família e principalmente o preconceito, o olhar da sociedade para estas mulheres.

Palcos como o CÉU Caminho do Mar, Ação Educativa, Feira Preta, Casa das Caldeiras, Memorial da América Latina, Consulado da Cerveja, Sesc Consolação, Sesc de Osasco entre outros, são espaços onde a cantora já se apresentou. O berço da sua carreira musical é o hip hop, iniciada com a banda Denegri formada em meados de 2006, e hoje Denna Hill consagra-se enquanto cantora solo. Nestes mesmos palcos firmou parcerias e participações mais do que especiais com alguns grupos de hip hop e outros gêneros musicais como: o Fator Ético, Pesadelo do Sistema, Periafricania, Duo Abanã, Gaspar (Z’África Brasil), Tony Sagga, Banda Aláfia, Rincon Sapiência, Caos do Subúrbio, Ba Kimbuta, Ellen Olléria, Banda Conde Favela e isto é só o começo do que promete vir por aí.

Dia 26 – Domingo

18h30 Discotecagem com Elisa Gargiulo

Elisa Gargiulo é líder da banda feminista Dominatrix e atua como militante feminista autônoma, colaborando para diversas entidades e eventos ligados ao movimento de mulheres.

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