Cine-Debate

Dia 16 – Quinta-feira

19h. CINE-DEBATE: O MOVIMENTO FEMINISTA EM SP: O gênero nos une e a classe nos divide.

Filme:  Exibição de curtas-metragens

Os movimentos populares de mulheres, em luta por melhores condições de vida na periferia, constituem uma importante página na luta pela emancipação da mulher e a igualdade de gênero. Estes grupos se consolidaram na periferia de São Paulo por volta dos anos 70 a partir de necessidades básicas das mulheres trabalhadoras, mas não se limitou a essa demanda atingindo outras instâncias de debate e abrangendo temas polêmicos, como por exemplo, a questão do abuso sexual. Considerando a importância e evidência deste tipo de movimento na periferia da Zona Sul de São Paulo – cenário do Movimento do Custo de Vida ou Movimento contra a Carestia, organizado primeiramente por mulheres da periferia da região – e outras regiões pobres de São Paulo, faz-se fundamental propiciar um debate que articule representantes destes movimentos populares de mulheres e representantes da atual movimentação feminista da periferia. Este debate pretende nos dar elementos para refletirmos sobre quais eram e ainda são as características do movimento de mulheres na periferia, qual são nossas atuais demandas e quais são nossas principais dificuldades de organização, entre outras questões. Além de também, elencarmos nossas atuais demandas, juntamente com o resgate da luta do passado. Com Maria Amélia de Almeida Teles, Neide de Fátima Martins Abati (União Popular das Mulheres), e Alessandra Tavares; Mediadora: Anabela Gonçalves

Maria Amélia de Almeida Teles (Amelinha), militante de movimentos feministas e pelos direitos humanos, ex-presa política da ditadura militar, idealizou e dirige desde 1981 a União de Mulheres de São Paulo, oordenadora do Programa de Promotoras Legais Populares. Possui publicacoes a respeito do movimento feminista sendo referencia nacional sobre o assunto.

Neide de Fátima Martins Abati integrante da União Popular das Mulheres. Fundada em 08 de março de 1987, é uma organização social sem fins lucrativos, que tem como objetivo principal à luta pela completa emancipação da mulher e pela igualdade nas relações de gênero e ainda, mobilizar, unir e organizar seus associados e associadas para a luta e conseqüente a plenitude de seus direitos sociais, econômicos, políticos, ambientais e culturais.

Alessandra Tavares, mulher, negra, moradora da periferia de São Paulo, cientista social pela PUC-SP, já atuou com diferentes projetos sociais juntos a jovens e famílias na zona sul, professora da rede estadual de SP, pesquisadora de cultura e ativista do movimento feminista da zona sul.

Dia 17 – Sexta-feira

18h. Parto Humanizado
Com Casa Angela, Pamela Rocha e Anabela Gonçalves.

Filme: Um dia de Vida. 16min.

Casa Angela. Em homenagem a  Angela Gehrke, parteira alemã, em 2009 foi inaugurada A Casa Angela, localizada na periferia da zona sul de São Paulo, programa da Associação Comunitária Monte Azul, que oferece cuidados voltados ao bem estar de gestantes, mães e bebês no primeiro ano de vida, e atua como uma casa de parto, tendo enfermeiras obstetras/ obstetrizes como responsáveis pela atenção ao parto normal. Desenvolve trabalhos específicos como: grupos e oficinas para gestantes, atenção à mãe e ao bebê no pós parto, apoio à amamentação e coleta de leite materno, oficinas para alimentação infantil, oficina para mães, participação dos pais, além de cursos para adolescentes.
Procura resgatar a gestação, parto normal, nascimento e pós parto como processos naturais, que envolvem aspectos emocionais, sociais e culturais, respeitando a individualidade, dignidade e autonomia da mulher. Visite o site: casaangela.org.br

Anabela Gonçalves, formada em sociologia pela FESPSP, educadora social co-fundadora da Assoc. Trópis atuou em projetos com juventude na Casa dos Meninos, Instituto Sou da Paz entre outras hoje atua na Fundação Julita como supervisora educacional. Tem como discussão de pesquisa sobre a Fecundidade da mulher e a problemática da reprodução nos dias de hoje.

Dia 18 – Sábado

19h30. CINE-DEBATE: MULHERES NA ARTE

FILME: Artemisia (Direção Agnès Merlet. 98min. França, 1997.)

Debate que pretende trazer o histórico da mulher na arte e analisar, hoje em dia, como esse papel foi alterado, assim como os desafios que ainda devem ser enfrentados pela ocupação igualitária em todos os campos culturais/artísticos. Com Profª. Dra Carla Garcia (PUC-SP), Fernanda Azevedo (Cia Kiwi de teatro) e Luciana Dias (UMOJA).

Carla Cristina Garcia. Graduada em Ciências Sociais pela PUC-SP (1988), mestrado em Ciências Sociais pela PUC-SP (1991) e doutorado em Ciências Sociais pela PUC-SP (2000). Fez Pós Doutorado junto ao Instituto Jose Maria Mora- Mexico-DF (2004) como bolsista da FAPESP. Atualmente é professora assistente doutora da PUC-SP e professora titular da Universidade Municipal de São Caetano do Sul. Tem experiência na área de Sociologia de Gênero, Estudos Feministas e Lazer Urbano, atuando principalmente nos seguintes temas: gênero, mulheres, condição social, relações sociais e politicas sociais.
http://www.inanna.net.br

Fernanda Azevedo (Fernanda Azevedo Correia de Souza). Atriz, produtora e arte educadora formada em Teatro pela UniRio (RJ) , com passagem pela Faculdade Paris X – Nanterre, França. É integrante da Kiwi Companhia de Teatro/Cooperativa Paulista de Teatro, na qual participou como atriz em diversos espetáculos, ministrou oficinas na Ação Educativa, Centro Cultural Paidéia, CCJ, entre outros e representou o Brasil em encontros e mesas de debates internacionais (na UCLA, em Los Angeles; em Bogotá, Colômbia e no Fórum Social Mundial em Caracas, Venezuela). Na área de mídia-educação trabalhou nos programas educativos da Tv MultiRio (ligada à Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro) e no programa “Globo Ciência” (Tv Futura). Exerceu a função de Artista-orientadora no Projeto Vocacional da Secretaria de Cultura de SP e atua no Projeto “Carne – Patriarcado e capitalismo” e “Morro como um país – a exceção e a regra”, da Kiwi Companhia de Teatro, contemplados pela Lei de Fomento ao teatro para cidade de São Paulo. Como ativista feminista integra e participa das ações da SOF – Sempreviva Organização Feminista e da Marcha Mundial das Mulheres. http://www.kiwiciadeteatro.com.br

Luciana Dias é integrante do grupo de cultura popular Umoja, onde dança e pesquisa as manifestações populares brasileiras e também do Cinebecos, coletivo de estudo, realização e exibição audiovisual. Ambos trabalhos são desenvolvidos na região sul da cidade de São Paulo. É cientista social e mestre em Sociologia pela Universidade de São Paulo, onde desenvolveu pesquisa relacionada a juventude, periferia e identidade racial.

Dia 23 – Quinta-feira

17h CINE-DEBATE: VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Filme: O Silêncio das Inocentes.

Filme “O Silêncio das Inocentes”O documentário “Silêncio das Inocentes” trata da violência contra a mulher e apresenta a atual realidade de algumas destas personagens brasileiras. Entre elas, a farmacêutica cearense Maria da Penha, que ficou paraplégica após ser baleada pelo marido.

O debate vai ser em torno da violência contra a mulher na qual, segundo pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo, “cerca de uma em cada cinco mulheres hoje consideram já ter sofrido alguma vez ‘algum tipo de violência de parte de algum homem, conhecido ou desconhecido’ (…) duas em cada cinco mulheres já teriam sofrido algum tipo de violência, ao menos uma vez na vida, sobretudo algum tipo de controle ou cerceamento (24%), alguma violência psíquica ou verbal (23%), ou alguma ameaça ou violência física propriamente dita (24%).” com Fabiana Ivo (Centro Maria-Mariá).

Fabiana Ivo integrante do Centro Maria-Mariá. Uma organização sem fins lucrativos, coordenada por mulheres e para as mulheres, em especial, e está localizado no Jd. Ângela, zona sul da capital de São Paulo. Foi fundado no dia 08 de março de 2005, como resposta ao trabalho antes realizado pela sua fundadora, desde 1999, no atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica, que trouxe como demanda a formação e a requalificação profissional da mulher, como uma das formas de enfrentamento a todas as situações de violência contra a mulher especialmente a violência doméstica.

20h. CINE-DEBATE: O machismo nosso de cada dia – homens e mulheres juntos pela igualdade de gênero

Filme: Exibição de curtas-metragens

O Sarau da Fundão, no Capão Redondo (região historicamente marcada pela cultura hip-hop), será o espaço onde acontecerá este cine-debate que pretende incentivar o debate de gênero entre os homens, especialmente os que estão inseridos na cultura hip-hop. As movimentações femininas na cultura hip-hop lutam contra o comportamento machista influenciado pelo estilo Gangsta rap norte-americano juntamente com os demais elementos culturais que reafirmam o machismo em nossa sociedade.  Nesta perspectiva, o debate terá a presença de homens pró-feminismo que estão inseridos no hip-hop que juntamente com o público presente no sarau irão identificar “o machismo nosso de cada dia”. Com Rodrigo ( Anexo Verbal), Fernão Lopes, Rafael Mesquita (União Popular de Mulheres), Fernando (Luta Popular)

Dia 25 – Sábado

16h CINE-DEBATE: ABORTO

Filme: A decisão de Rita. 20min.

Seja na esfera dos assuntos biológicos, religiosos, ou mesmo no que diz respeito à constituição legislativa de um país, a discussão sobre o aborto dificilmente deixa de ser polêmica. Atualmente, no Brasil, as mulheres podem optar pelo aborto desde que a gestação interfira na saúde da mãe, seja resultado de um estupro ou seja comprovada gestação de anencéfalo. O aborto fora dessas condições é considerado crime segundo Código Penal, mesmo assim, é sabido que milhares de mulheres morrem por complicacoes devido o processo abortivo. Considerando a relação evidente entre a mãe, seu corpo e suas escolhas, e o feto, residente daquele corpo, propomos uma discussão abrangente entre católicas feministas organizadas, mulheres centralizadas em um coletivo que debate assuntos feministas e demais interessadas e interessados. Com Regina (Catolicas pelo Direito de Decidir) e Ana (Coletivo Feminista: Saude e Sexualidade)

Católicas pelo Direito de Decidir. Fundada no Brasil em 8 de março de 1993, é uma organização não governamental feminista. Busca a justiça social, o diálogo inter-religioso e a mudança dos padrões culturais e religiosos que cerceiam a autonomia e a liberdade das mulheres, especialmente no exercício da sexualidade e da reprodução.
Trabalha na promoção da cidadania e dos direitos humanos (sexuais e reprodutivos) das mulheres, assim como luta pela igualdade nas relações de gênero, tanto na sociedade como no interior da Igreja Católica e de outras religiões, além de divulgar o pensamento religioso progressista em favor da autonomia das mulheres, reconhecendo sua autoridade moral e sua capacidade ética de tomar decisões sobre todos os campos de suas vidas.

Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde. Organização não-governamental ligada ao movimento de mulheres, o Coletivo Feminista Sexualidade e Saúde tem por objetivos: prestar atendimento integral à saúde da mulher, inclusive em situação de violência; pesquisar e desenvolver tecnologias na àrea de saúde sexual e reprodutiva; direitos sexuais e direitos reprodutivos.

2 respostas para Cine-Debate

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